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O caso Marielle Franco e os discursos ideológico de conveniência.

O caso Marielle Franco e os discursos ideológicos de conveniência
Imagem do blog Rap e Filosofia
Estamos vivendo o inoportuno momento em que parcelas da sociedade formam suas convicções a partir de meros discursos de conveniência ideológica. E o resultado é que a sociedade brasileira está ficando dividida a tal ponto que, mesmo ante os atos extremos de um assassinato brutal como o que aconteceu agora com a vereadora Marielle Franco, todos tentam conformar suas posições sob argumentos que fogem a qualquer razão. E passam, então, de seres humanos que somos, a defensores de ideias e opiniões quase inconcebíveis para a espécie que tenta se colocar no topo da cadeia evolutiva. O enrijecimento ideológico tomou contornos tal, que passamos a defender nossas posições como se o extremo que ocupamos detivesse todo o monopólio da razão, não nos restando espaço suficiente para um lampejo de lucidez onde fosse possível fazer uso de outras faculdades a nós inerentes, que não o ódio contra aqueles nos contrariam.

É essa visão monocular - que não nos permite enxergar distância maior que aquela que alcança o centro de nossos umbigos - que as vezes nos faz parecermos imorais e até mesmo idiotas. E idiotas, aliás, é o que querem que sejamos, afinal, quando sucumbimos ingenuamente a um ponto de vista único, nos tornamos, por assim dizer, docilizados, lenientes e convenhamos, bastante estúpidos por acharmos que do lado de cá as flores brotam sem espinhos. É isso que fazemos, por exemplo, quando sem o devido discernimento, passamos a consentir com o espúrio se ele diz respeito à ótica com que vemos o mundo. É nessa instância que se legitimam as corrupções, os 'direitos' excessivos, a escassez de deveres, enfim, o vale-tudo, quando o 'tudo' convém à ideologia a qual servimos. Seja para, por meio de uma lógica absurda, tentar humanizar a figura do traficante, ou, pelo desvairo cego da arrogância odiosa, manifestar os baixos valores do preconceito, do racismo e de todos os ismos da elite burra. Fato é que quando nos tornamos imorais inconscientes em defesa de uma causa, acabamos também por denunciar a própria causa como imoral.

Atendo-nos, aos fatos, porém, que ora motivou esta breve publicação - a repercussão do assassinato de Marielle Franco - convido-os a observá-lo além da mesquinhez ideológica e perscrutar por onde a razão nos manda: quem fomenta o tráfico? Quem é conivente com a existência das milícias? Qual o papel do playboy com um cigarro de maconha na mão? Enfim, para onde vão os lucros da carnificina? As questões não se encerram nem se principiam nos disparos que mataram Marielle, tão pouco em cada policial anônimo que tomba diariamente ante a violência no Brasil. Há um elo que engendra uma cadeia de partícipes bem maior do que aquela que as vagas acusações do discurso ideologizado alcançam, e envolvem um Estado falido, estraçalhado pela corrupção, inapto para se fazer presente onde deveria, incapaz de fazer da educação a mola propulsora da transformação social e econômica, apoiado sobre instituições falidas e representado pelo cinismo de governantes e seus sequazes que tripudiam do bom senso.

O lamentável de fatos como a recente tragédia - como se a morte de cidadãos vítimas da violência diariamente já não se constituísse em tragédia suficiente - é que coisas assim têm servido apenas à qualificação ideológica de um discurso onde ambas as partes deixam-se absorver pela conveniência de seus argumentos e recusam-se a falar sobre o que realmente importa. O absurdo que estamos vivendo superam os interesses de gênero, raça ou cor. Tais demandas são legítimas e não concorrem com a morte de policiais ou com os absurdos da violência do crime organizado a que estamos submetidos. Pelo contrário, tanto a violência de gênero como a violência do tráfico ou a morte de policiais, são cenas de um mesmo espetáculo. O espetáculo dos horrores a que estamos sucumbindo, sob o aplauso dos ideologizadores de toda essa miséria.

E se o Lula comesse Nutella?


Certamente que minha intensão aqui não é livrar a cara de nenhum desses picaretas que fazem da política no Brasil um palco de horrores e, tão pouco, defender o que é indefensável. Mas vamos aos fatos, afinal, pode ser que não estejamos fazendo as coisas da maneira correta.

Depois de ver e ouvir tantos absurdos fabricados pela mídia, tanto a convencional quanto por esta nova modalidade de comunicação, que são os memes que circulam indiscriminadamente pelas redes sociais, fiquei pensando se realmente estamos fazendo política da maneira certa e não apenas, na verdade, repercutindo o que eles, os incansáveis donos do poder, querem que realmente a gente faça, ou seja, falar muito, fazer pouco e nunca pensar sobre nada.

Eu tenho uma implicância particular contra aqueles que traem os sonhos do povo. Talvez, por isso, tenha desenvolvido verdadeira repugnância ao PT, em quem tantas pessoas depositaram suas esperanças de um Brasil melhor. Mas parece que a política é feita mesmo apenas por traidores. De 2013 para cá, o país viveu um verdadeiro rebuliço e, com muita razão, apearam uma presidente do poder. Era, para com isso, impulsionar o Brasil para frente e para iniciar de uma vez por todas a limpeza do país, afim de por término, para sempre, na lástima da corrupção. Mas era tudo mentira, ao que parece. A gritaria toda, na verdade, não passava de manifestações imaturas de um povo que ainda não aprendeu a ser uma nação.

Fiquei hoje indignado ao ler que o palácio do Planalto, em plena crise econômica e de arrocho cada vez mais apertado nos trabalhadores, gastará algo em torno de 1,75 milhão apenas com alimentação a ser servida no avião presidencial. A lista de produtos a ser licitado inclui de amêndoas à açúcar de coco, todos os produtos com preços bem acima dos valores de mercado. O item mais curioso, no entanto, para mim, foi a simbólica Nutella, cujo potinho de 350 gramas será comprada pelo valor de R$39,00 cada.

É um abuso contra o povo brasileiro, não tenha dúvida, mas até agora, nada de memes endemoniados da parte dos pseudos movimentos sociais dos dias de hoje... talvez, porque, uma pasta de chocolate com amendoim seja pouca coisa demais para derrubar um presidente. Mas fico pensando... e seu Lula comesse Nutella?

Voltaram as manifestações... mas tudo como dantes!

Foto: Agência Brasil - 04/12/2016

Parece que voltaram as manifestações. Como gostam de dizer alguns, "o gigante acordou". De quando em quando dorme esse gigante, para voltar, parece, ainda e cada vez mais sonolento. Não perceberam ainda que a luta deve ser pelo Brasil e não pelas vis e infames paixões partidárias. Enquanto assim for, lutarão eternamente por uma causa ignóbil, desperdiçando o momento propício para realizar as mudanças que o país precisa.

Convenhamos, não se pode defender um Brasil justo e livre da corrupção sem atacar todos os focos da corrupção. Não dá para acreditar em toda essa ebulição enquanto houver, entre os que "lutam", traços partidários e vícios de ideologias fracassadas, tanto de cá quanto de lá.

Saibamos separar o joio do trigo, separar o que do serve do que não serve, sem nos limitarmos a opiniões únicas, de causas imutáveis. Veja que numa condição tão eminente de catástrofe econômica em que vive o Brasil, a PEC 241 (55) é o sopro de esperanças para o início da ordem, mas não vamos confundir o milagre com o santo. Tenho uma ponta de certeza, por tudo que representa, que não é em Michel Temer que devemos creditar nossas esperanças. Não vamos cair na ilusão de que um líder de corruptos, possa salvar o Brasil da corrupção. Assim como não devemos nos deixar ludibriar pela lábia de movimentos 'esquerdoides' falidos que insistem em trilhar o caminho do retrocesso.

Atentai, brasileiros, que o Brasil vem século após século saqueado pela mesma estirpe de gente. Um elite sanguinária que demonstra nenhuma ética e pouco zelo pelo bem público, seguida por uma oposição que ao longo dos anos, consolidou-se em torno de um partido com o comportamento de um bando de abutres quando teve a melhor oportunidade de guinar esse país em direção a outros rumos.

Se é para mudar, vamos mudar de verdade. Um gigante sonolento, é muito melhor dormindo do que dando passos torpes.

E o brasileiro prestes a ser executado na Indonésia?

Condenado a pena de morte na Indonésia e prestes a ser executado neste domingo, 18/01, o brasileiro Marco Acher Cardoso Moreira, de 53 anos, foi preso quando tentava entrar no país com treze quilos de cocaína. Acher é brasileiro, mas também é traficante. Enfatizo assim porque em recente artigo, a colunista da Folha de São Paulo, Patrícia Campos, intitulou seu post: Na indonésia, brasileiro morre e terrorista vive.

Convenhamos, eu não sou a favor da pena de morte mas nem por isso tenho que me tornar desonesto ou manipulador. Não seria mais honesto ser fiel aos fatos, ou seja, "na Indonésia traficante morre e terrorista vive"? Isso não diminuiria em nada o caráter cruel do governo indonésio, mas também não esconderia a faceta daquele que optou pelo destino da própria vida, nem lhe roubaria a própria responsabilidade.

Obviamente que há uma desproporção de forças no caso. A comparação que a colunista da Folha faz é entre o crime de Acher - o transporte de míseros treze quilos de cocaína, quantidade insignificante da droga para o cenário internacional e que o coloca quase na condição de mula do tráfico - e o crime de um terrorista local, que em uma de suas ações vitimou mais de 200 pessoas. O primeiro, condenado a morte sem perdão; o segundo, teve a pena comutada para 20 anos de prisão.

Sim, o mundo precisa urgentemente de um novo ponto de vista para lidar com a questão das drogas. O rigor que o governo indonésio dá ao caso, em nada impedirá que novos traficantes continuem a transportar drogas para o país. Além do que, a visão conservadora com que algumas pessoas tratam do assunto, impedem o desenvolvimento de pesquisas realmente sérias em torno da questão, que propõem uma nova e talvez mais eficiente abordagem.

Mas o mundo não é só o governo da Indonésia, tão pouco os legisladores desde ou daquele país. O mundo é cada um de nós, inclusive, Marco Acher Cardoso Moreira.

Desde muito já dizem por aí: passarinho que come pedra...

Agora é esperar que o governo indonésio tenha clemência por Marco Acher. E que assim seja!

Se você quiser, pode assinar uma petição online, voltado para o governo da Indonésia, pedindo perdão ao brasileiro. Clique aqui.

Um passo a frente, dois atrás: Senado aprova novo Código do Processo Civil com uma aberração.

O Senado Federal aprovou ontem o texto do novo Código do Processo Civil, que é, por assim dizer, a lei que regula o funcionamento do judiciário no país no âmbito civil. Por meio deste Código, juízes de todas as esferas definem como tratar e dar andamento a seus processos. Há inegáveis avanços. Por exemplo: o novo Código acaba com algumas modalidade de recursos cuja única finalidade sempre foi estender processos anos a fio sem decisão definitiva. Além disso, ficou definido multa para a parte que entrar com recurso apenas com a clara intensão de protelar a decisão. Com isso, não será mais possível contemporizar na a justiça...

Tudo isso é louvável, mas em meio a tão boas inovações, há um retrocesso ético: o pagamento de honorários para advogados públicos quando estes ganharem causas em nome do poder público. Na prática, é assim: o advogado público recebe um salário para defender o Estado e quando fizer isso de forma bem sucedida, ganha ainda os valores da causa. Exatamente como acontece quando estes tratam de questões particulares.

Esta, agora, pode até se tornar uma prática legal, mas fica a dúvida: é moral? Num país onde setores vitais arrastam-se em precariedade, é certo que servidores já bem remunerados ganhem dois "salários"? E se os valores das causas fossem revertidos para a saúde? Educação? Segurança?

É por estas benesses que todos gostam de receber que nossos deputados e senadores acham-se no direito de aumentar seus salários para cifras exorbitantes quando bem entendem. A corrupção é uma via de mão dupla. Mama daí que eu mamo daqui!

São resquício de uma formação cultural onde impera a vontade voraz de dilapidar o bem público em proveito próprio. #ficameuprotesto #abaixooretrocesso

Saiba mais sobre a aprovação do novo texto do Código do Processo Civil

Não passaram, não passam, não passarão!

Não sou ingênuo suficiente para não saber que o embate eleitoral opunha apenas modelos idealizados de projetos políticos, pouco próximos da realidade, portanto, distantes daquilo que acredito ser a verdadeira política. Mas nessa disputa o clamor social encarnava claramente dois lados: aquele dominado pelo ódio e pelo desespero e aquele dado à integração e à solidariedade. Foi por isso que tomei um lado.

Foi bom ver a velha imprensa estrebuchar sem conseguir vencer mais uma vez. Está sendo bom ver azelite e as nem tão zelite assim destilando ódio e se expondo de forma tão aberta ao ridículo. É bom ver, e melhor ainda saber, que os xenófobos e os odientos sociais, ocupam agora apenas o lugar que lhes cabe: a poltrona atrás de uma tela de computador fazendo seu louvado protesto.

Não passaram, não passam, não passarão!

E agora, Aloysio?

Um dos estratagemas prediletos dos conservadores é apontar o dedo para o passado de Dilma e acusá-la de terrorista! Tudo porque, no passado, nossa atual presidente andou colocando o dedo no gatilho contra a ditadura, realizou alguns assaltos, sequestros, etc... coisas que, para quem não entende nada daquele particular contexto de nossa história, soa mesmo como ações de uma criminosa. Eu, particularmente, costumo dizer que gostava bem mais daquela Dilma do que da atual.

Mas tem gente que não entende mesmo. No passado Dilma foi uma terrorista e ponto final! Estes, em geral, são os eleitores do PSDB ou das correntes mais conservadoras de nossa política. O problema é que, agora que Aécio Neves escolheu Aloysio Nunes para representá-lo como vice nestas eleições, estão numa saia justa. Aí pergunto: e agora, José?

Poucos sabem, mas se pintam um demônio em Dilma porque pegou em armas contra a ditadura, que dizer de Aloysio, que esteve lado a lado com ela, na militância armada? Enquanto Dilma militava na VAR-Palmares, Aloysio Nunes, vice de Aécio, atuava na ALN, a mais bem organizada de todas as nossas guerrilhas, comandada por ninguém menos que Carlos Marighella, de quem foi quase um braço direito!

Há que se dizer ainda de nosso proeminente Senador que, em 1968, ele foi um dos protagonistas do assalto ao trem pagador Santos-Jundiaí, uma das mais espetaculares ações armadas contra a ditadura!

A militância de Aloysio é um fato que ele tenta esconder, sequer cita em sua biografia em sua página na internet. Mas sim, Aloysio esteve lado a lado com Dilma Roussef e outros companheiros para defender a democracia neste país, praticando atos que a ignorância geral condena hoje como "atos terroristas".

Cômico, não? Mas quer saber um pouquinho da história de seu candidato, leia este saboroso texto, de Renan Truffi, na Carta Capital.

O que penso sobre a maioridade penal...

Este não é exatamente um post para falar se sou a favor ou contra a maioridade penal. De verdade, não acho que esta seja uma questão relevante. Discutir isso é como chover no molhado. Não importa se vão passar a prender crianças de dez anos, e mesmo assim, é lastimável que crianças de dez anos estejam cometendo crimes. Violências, abusos, crianças que roubam, policiais que matam... tudo isso é comum a esta sociedade e os remédios que buscam para sua própria doença pouco me importam. O que me interessa mesmo é discutir como vamos mudar tudo isso e não que tipo de paliativo será aplicado para manter tudo como sempre.

Ninguém em sã consciência pode acreditar que presídios cheios de pequenos delinquentes trarão paz à  sociedade. Mas há aqueles que querem acreditar que sim, que basta atacar os sintomas para sanar a doença. E enquanto submersos na própria mesquinhez de ideias, tomados pelo revanchismo do tipo olho por olho dente por dente, esquecem-se de pensar que se não mais serão vítimas dos pequenos infratores que querem trancafiar, continuarão a ser de um trânsito caótico, da corrupção, da falta de amor, da fome, do câncer e de tantos outros males que afligem a sociedade moderna.

É fácil pensar a questão do ponto de vista pequeno-burguês, onde abundam os argumentos prós e contras. Difícil, e talvez impossível para a maioria, é adotar uma visão global do problema, fazendo uma reflexão profunda sobre a maneira como escolhemos viver nesta sociedade. Tudo que se quer é passear numa BMW sem o importuno de trombadinhas no semáforo. Não importa que isto custe a vida inteira de um ser humano na prisão.

Me recuso a discutir "maioridade penal". Quero discutir o que dar sustentação a um mundo que se perdeu desvairadamente, a ponto de acreditar em 'soluções' como pena de morte, prisão perpétua, cárceres infantis... Dizer sim ou não a maioridade penal é dar continuidade ao ciclo vicioso de um sistema que fabrica monstros para depois puni-los.

Apenas sádicos e masoquistas podem sentir-se refastelados com um modo de vida onde seres humanos encarceram-se uns aos outros.

Rede Globo e Anderson Silva.

As vezes fico pensando sobre Anderson Silva. Esse cara na verdade é um nada. Ele só tem uma única finalidade em nossas vidas: entrar num ringue para dar e receber porrada, para nossa catarse. Ele é como Ayrton Senna. Embora eu tenha chorado muito quando o piloto morreu, verdade seja dita: que mais esse homem fez além de entrar num carro de Formula 1 e sair em disparada?


Anderson Silva é igual, ou até pior, porque tudo que sabe fazer é bater em outras pessoas, para com isso ganhar muito dinheiro. Mesmo em sua vida pessoal, não é exemplo para ninguém. Em sua recente auto-biografia, assumiu com todas as letras suas intenções de matar um homem no passado. Além do quê, é um briguento, cheio de marra e parte das coisas que Chael Sonnen falou sobre ele e o Brasil é verdade  mesmo, embora este outro seja também um grande imbecil.

Porque então este homem tem que se tornar um ídolo e exemplo para nossas vidas? Não seria mais proveitoso para todos que ele estivesse apenas em seu devido lugar, como bom esportista e lutador exímio? É preciso fazer dele um representante do povo brasileiro, como se isso fosse o que temos de melhor para mostrar ao mundo?

Para a maioria de nós, Anderson Silva é algo completamente dispensável, mas a necessidade da grande mídia em fabricar personalidades apelativas é voraz, porque é com estas imagens construídas de esportistas, ex-bbbs, artistas fajutos e cantores de meia-tigela, que se ganha dinheiro. É com essa apelação ao exótico, ao ruim, e ao que é de mal gosto, que se garante uma legião de obcecados por televisão. E é um ciclo vicioso, porque cria pessoas idiotas, para alimentar idiotices. O resultado disso, é o que somos enquanto povo. Nos espelhamos em pessoas assim, e nos tornamos assim: vazios, acríticos, superficiais e manipuláveis.

Anderson Silva é um personagem e pode até estar a serviço de nosso entretenimento. Um ídolo, jamais!

O Caldeirão do Huck serve apenas para cozinhar cérebros e sonhos

Como as pessoas são manipuláveis facilmente, qualquer coisa basta para ludibriá-las. E sendo assim, todos os valores são invertidos facilmente, precisando apenas para isso, que uma mentira vá sendo disseminada, ganhando adeptos, crescendo... e pouco a pouco ela ganha status de verdade. Coisas ruins para a maioria das pessoas, passam então a ser boas, depois necessárias e por fim, essenciais. Assim é com quase todas as mentiras que a televisão, por exemplo, tenta nos impor como verdades. Uma delas, muito característica, flagrante, é a de que Luciano Huck promove um trabalho social em seu programa.


Gente, isso é mentira! Luciano Huck, assim como seus pares (Gugu e similares), não está mudando absolutamente nada no âmbito social quando doa uma casa ou um carro novo para alguém. Pelo contrário, consegue, assim, apenas manter o stablishment, ao criar uma imagem paternalista do rico que cuida dos pobres, finalidade politica única de seu programa, que é manter a sociedade extamente tal como ela é, com suas injustiças e desigualdades preservadas.

As ações de Huck não são no sentido de transformar, mas de agradar. Agrada-se aos pobres para que tornem-se gratos pelas generosidades dos ricos. Transmitido em massa, e para um gigantesto número de pessoas, não só quem ganha a casa ou o carro novo, mas o milhares que assistem ao programa, também tornam-se gratos por Luciano Huck ser tão bondoso e humilde. Imagem drasticamente contrastante com a do homem que cercou parte de uma área pública em Angra dos Reis, para fazer uma praia particular.

Não bastasse essa mácula na impecável imagem de Luciano Huck, agora está vindo a tona um terrível caso que joga lama de vez no caldeirão de sonhos: Wilson Melo, um jovem atleta que participou de um dos quadros do programa Caldeirão do Huck, fez uma grave denúncia em seu Facebook: passado-se um ano após vencer uma competição promovida pelo programa, o prêmio ainda não foi entregue conforme prometido.

Veja o que diz Wilson Melo, cujo texto completo, você lê aqui:
"As organizações promotoras do evento prometeram que eu iria morar, estudar e fazer turnê com os Harlem Globetrotters nos Estados Unidos por um ano, com tudo pago e remuneração. Com base nessas promessas, desfiz-me de todos os meus bem materiais, fiz uma enorme despedida com os amigos e familiares e me preparei fisicamente para representar o Brasil, e fiquei aguardando um posição das organizações promotoras do concurso para partir e iniciar o sonho de viver do basquete.
Infelizmente, nada que foi prometido se realizou. Passei por muita humilhação durante a turnê no Brasil por organizadores do concurso.Tenho gravações absurdas dos organizadores falando coisas que ficariam chocados em ouvir. É muito triste toda essa situação, é muito humilhante para qualquer atleta."
Pensem o que quiser. Qualquer desculpa servirá para aplacar vossas consciências.
Muda, mundo!

Se fosse na França, atirador da Noruega teria apoio de pelo menos 20% do eleitorado

As eleições francesas que aconteceram no último domingo, serviram para confirmar o que cada vez é mais óbvio: a força do terrorismo 'democrático' de direita na Europa.

A cada eleição na França, eu tremo na base. Aqui, quase não ouvimos falar, mas lá, as evidências não deixam dúvidas: a ultra-direita é fortíssima. Tire por base a expressiva votação de Marine Le Pen, filha e herdeira política do monstruoso Jean-Marie Le Pen, fundador da Frente Nacional, partido declaradamente fascista, que prega a perseguição aberta a imigrantes, além de outra barbáries como a pena de morte, etc.

Nestas eleições, Marine Le Pen conquistou 20% do eleitorado francês, levantando com muito fervor a bandeira da desislamização da França e agora será peso decisivo no segundo turno, entre Sarkozi e Hollande.

Tudo isso numa Europa onde há menos de um ano, Behring Breivik matou pelo menos 76 pessoas na Noruega, em prol da mesma causa.

Julgamento do aborto de anencéfalos no Supremo Tribunal Federal

O Supremo Tribunal Federal, julga hoje, o abordo de anencéfalos. Mas o politicamente correto manda-nos dizer, "antecipação terapêutica do parto de feto sem atividade cerebral".
Charge Direito ao Aborto
Charge do blog: Direito ao Próprio Corpo.
O feto anencéfalo nasce morto. Quando a gravidez é levada a diante, a mãe também corre riscos de morte no parto. Dor, medo, angústia, de parir uma criança que já se sabe desdes os primeiros meses da gravidez, morta. Estes devem ser os sentimentos de uma mãe e da família de quem tem a triste sina de gerar uma criança nestas condições. Talvez haja sentimentos de culpa envolvido nisso tudo, mas no final, resume-se a uma grande tristeza.

Interromper a gravidez e abortar é o que a maioria das pessoas que encontram-se nesta delicada situação querem e também o que aconselham os profissionais da saúde, dado as experiências traumáticas de um parto sem vida. De qualquer forma, a escolha de seguir a diante ou não, como parece óbvio, deve ser exclusivamente da gestante, em companhia do parceiro e com apoio da família. Mas por incrível que pareça, não é! E é por isso que o STF vai julgar o caso hoje, tão óbvio, cercado por tremenda pressão das alas religiosas radicais da sociedade, que preferem a abortar um feto morto, matar a dignidade de várias pessoas em vida.

Toda pessoa tem direito de decidir fazer o que achar por bem da própria vida. E o moralismo religioso, arcaico e descontextualizado, não tem o direito de ingerir de forma tão brusca e desumana na vida das pessoas.

A igreja, seja ela qual for, deve recolher-se aos limites dos próprios muros, e bater em retirada do meio social, onde, com seu autoritarismo, arrogância e hipocrisia, só causa mal-estar.

O STF está dominado por uma corja de acovardados, interesseiros, a serviço de interesses alheios. Vamos ver no que dá, o julgamento daquilo que a razão humana já julgou: quem decide pela minha vida, sou eu!

As brigas entre torcidas dariam um grande reality show.

Briga entre torcedores
Artefatos apreendidos pela polícia
Mais uma tragédia na briga entre as torcidas. Desta vez, um jovem de 21 anos está a beira da morte, depois de levar um tiro na cabeça.

Obviamente que não estou aqui para blasfemar nem tripudiar sobre a miséria de ninguém, mas ocorre que depois de certa idade, e 21 anos já são suficientes, sabe-se que determinadas coisas podem ser perigosas: briga de torcidas é uma delas e como diz o velho ditado, "quem procura acha".

Claro que este é um problema social e não se resolve avaliando as responsabilidades individuais dos envolvidos.  Brigar é sinônimo de transgressão para estes jovens. Coibir é como enxugar gelo, quando mais enxuga, mais molha.

A solução? Ora, não estou certo, mas acredito que seria plausível dar a estas torcidas, toda véspera de jogo, um espaço reservado onde pudessem se digladiar sem levar riscos a sociedade nem ao patrimônio público ou ao de terceiros. Penso que logo, ou as brigas paravam ou eles próprios encontrariam meios de se organizarem, talvez até criando regras para os embates, como por exemplo, proibição a armas de fogo, banimento do bastão de ferro, punição para golpes baixos, etc. Afinal, não estamos em tempos de MMA, onde pancadaria é sinônimo de sucesso total?

Que não me ouçam os especuladores do capital, que ainda não atinaram para o grande business que pode ser o duelo organizado de torcedores: venda de ingresso, transmissão ao vivo pela TV, placas publicidade e por fim, um grande reality show: paredão Corinthians x Palmeiras. E para redundar sobre o que já é redundante, os cem primeiros mortos estão eliminados.

Não se martirize tanto quando esquecer a torneira aberta enquanto escova os dentes.

A onda do ambientalmente correto está cada vez mais diligente e faz marcação cerrada em tudo. Não pode escovar os dentes com a torneira ligada e o banho tem que ser de no máximo cinco minutos, a despeito do enorme prazer e relaxamento que ficar horas embaixo do chuveiro possa nos proporciona. E se jogar um papelzinho de bala no chão, a qualquer momento você pode ser enquadrado por um debilóide que aproveitará a oportunidade para mostrar a todos que ele tem consciência ambiental e você não. Isso tudo é tão chato que até dizer que cachorro é submisso e gato é ladrão, virou motivo para ser perseguido nas redes sociais. Tudo em nome do ambientalmente correto!


Ora, tudo bem. Estou de acordo. Não vamos falar mal dos bichinhos porque sabemos que em sua essência, eles são bem melhores que nós, terríveis humanos trogloditas, capazes de coisas absurdas como esta que aconteceu recentemente no Rio de Janeiro, quando um rapaz foi brutalmente espancado por tentar proteger um morador de rua. E também não acho justo chamar políticos de gatos. É desrespeitoso com estes últimos, além do quê, do ponto de vista estético, não se pode comparar exatamente um Maluf com um siamês.

Fato, no entanto, é que a arapuca estar armada e qualquer gesto em falso, podemos cair na armadilha de não estarmos alinhados com as novas concepções de ecologia, mesmo que em seu dia a dia, você tenha atitudes muito mais adequadas do que aqueles que apenas levantam a bandeira. Sendo assim, achei por bem me manifestar, a fim de comunicar as novas, que não são tão novas assim, aos patrulheiros do verde. Estes que perseguem a todo mundo e insistem em se deixar enganar pelo discurso da grande mídia que tenta, a todo custo, nos fazer crer que somos nós, meros mortais, os grandes responsáveis por todos os irremendáveis danos ao nosso querido planeta.

Obviamente, a responsabilidade é de todos e temos nossa parcela de culpa, se culpados é como nos querem, mas parafraseando um antigo humorista, há controvérsias! Principalmente, quando recentes estudos, publicados por um instituto internacional, ajudam a entender quem realmente consome os recursos da velha terra quando o assunto é água: o agronegócio e suas derivações consomem exatos 92% de toda a água doce do planeta. Questão que agrava-se ainda mais quando os mesmos estudos indicam que os norte-americanos consomem mais que o dobro da média mundial e aqui no Brasil, sabemos, querem consumir todo o rio São Francisco.

A despeito de tamanhos flagrantes, no entanto, os meios de comunicação, dominados, seguem desviando nossa atenção daquilo que realmente interessa. Ora, vejamos: a indústria da agricultura, que regula preços, especula, estoca e mantém na fome um parcela gigantesca da população, consome quase a totalidade da água aproveitável do planeta, mesmo assim, o discurso oficial é que nós, ninguéns , gastamos muita água.

É verdade que não dá pra continuar, em nosso dia a dia, usando a água sem atentarmos para seu devido valor. Mas também não podemos fundamentar nossa crítica apenas em todas as tolices que a televisão e outros meios de comunicação despejam em nossos ouvidos.

Em nome do lucro, que nunca é dividido, o agronegócio consome muito mais água, talvez, do que todos os chineses e indianos juntos tomando um bom e delicioso banho... o que, convenhamos, senhores é o que vou fazer logo mais.

Operação na cracolândia põe a prova memória do eleitor...


São Paulo é uma cidade boa, mas tem muito fascista. Eu amo aquele lugar e sou grato por tudo que a cidade já me proporcionou, mas o limite entre a camaradagem e a frieza, entre o amor e o ódio é muito tênue. Na maior cidade nordestina do país, a qualquer momento um nordestino pode ser insultado somente por ser nordestino. É nesta mesma cidade, que apresenta a maior diversidade étnica e cultural do país, que negros são descriminados e gays mortos a facadas, pauladas, enfim...

É claro que o governo, prefeitura, etc, estão assentados nesta mesma lógica, do ódio e do fascismo. Aliás, se valem desse ranço como ninguém. Nada como reverter uma situação desfavorável junto ao eleitorado, do que mandar a polícia bater e espancar minorias. Recentemente tivemos o horrendo episódio da USP, invadida pela polícia, e agora, a estúpida ação da Cracolândia. Que os fascistas a aplaudir um ou outro episódio são os mesmos, não tenha dúvida.

A última vez que estive em São Paulo, novembro de 2011, fiquei horrorizado tamanho o abandono da região central. Fui a pé da Santa Cecília à Sé e nunca, durante todo o tempo que morei na cidade, tinha visto o centro relegado a tamanho descaso. Enquanto o prefeito ocupava-se em fundar o fraudulento PDS, levas de drogados e miseráveis tomavam o centro da capital, com a conivência e vista grossa da prefeitura. Agora que aproximam-se as eleições, dá-lhe cacete nos drogados! Por que afinal, depois da extenuante lavagem cerebral que são as campanhas eleitorais, que começam logo mais, de quem o povo vai lembrar nas urnas: do Kassab que criou a Cracolândia ou do Kassab que exterminou (literalmente) a Cracolândia?

Invadir a zona do crack, espantar aquela massa indesejada de lá, não resolve o problema, apenas empurra para mais adiante... agora um centro limpo e higienizado, com certeza, será uma boa bandeira de campanha. Mesmo que seja assim só até após as eleições...

Vota aí, povão!

As sacolinhas de supermercado são mesmo as grandes vilãs do meio ambiente?!

Confesso que essa história de acabar com as sacolinhas nos supermercados me incomodou mais do que deveria. Não porque eu seja contrário à preservação ambiental — ao contrário. É evidente que precisamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para salvar o pouco de planeta que ainda nos resta, mesmo que isso implique abrir mão de comodidades úteis, ainda que indesejáveis, como as sacolinhas plásticas.

Mas convém pensar com um pouco mais de cuidado. Será mesmo que as sacolinhas são as grandes vilãs do meio ambiente? E, sobretudo, quem ganha e quem perde quando elas desaparecem de vez? A resposta não é difícil: os donos de supermercados ganham muito; a natureza e você, consumidor, ganham bem menos.

Sempre que surgem medidas desse tipo, fico com uma pulga atrás da orelha. Comprar um produto e sair com ele minimamente embalado me parece um direito elementar do consumidor. A partir do momento em que, além de pagar pela mercadoria, sou compelido a pagar também pela embalagem, algo soa estranho. Não chega a ser escandaloso, mas definitivamente é suspeito.

Daí nasce minha primeira hipótese — e talvez a mais plausível: há dedo de lobbies do varejo nessa história. Grupos econômicos interessados em reduzir custos e ampliar margens de lucro, travestindo conveniência empresarial de virtude ambiental. Essas leis “engana-bobo”, que parecem uma coisa, mas são outra, não são novidade. Se a preocupação fosse genuinamente ecológica, por que não impor ao supermercado parte do ônus, exigindo, por exemplo, a distribuição gratuita de sacolas realmente sustentáveis?

Sinceramente, por maior que seja o apelo verde da medida, não consigo engolir. Acabar com sacolinhas plásticas pode até soar bem no discurso, mas preservar o meio ambiente nunca foi — nem será — uma prioridade do capitalismo. Enquanto persistir nossa ignorância ecológica, que no fundo alimenta o desvario do consumo, continuarão a surgir essas soluções paliativas: medidas inócuas, que pouco resolvem e apenas maquiam os problemas reais que o planeta enfrenta.

Exército no Complexo do Alemão é solução para inglês ver!

Não há indícios maiores de uma sociedade fascista, do que quando o seu exército volta-se contra o próprio povo. E é o que está acontecendo agora no Rio de Janeiro. Incapaz de domar o monstro que alimentou anos a fio, o governo acha que a solução será dada com tanques de guerra e metralhadoras. É solução para inglês ver, literalmente falando. Mobilizar tropas, fazer exibição de força, é apenas um circo, que faz parte do picadeiro armado para as Olimpíadas e Copa do Mundo.

As favelas do Rio tem origens bem antigas. Quando a escravidão foi abolida, os negros foram abandonados a própria sorte. Apinharam-se nos morros e lá foram deixados, largados. O Estado nunca olhou para aquelas áreas da cidade que fazia de conta não ser Rio de Janeiro. O resultado da vista grossa durante todo este tempo está diante de nós. As favelas cariocas e de todas as outras grandes metrópoles não nasceram e cresceram do dia para a noite. Isso tudo é resultado da incapacidade de um Estado imbecilizado por interesseiros de plantão. Ninguém nunca quis, não quer e nem quererá a solução para os morros cariocas. As soluções terão que ser sempre paliativas, para que os politiqueiros tenham sempre munição para suas promessas de campanha e terreno para aplicar suas políticas públicas ridículas e ineficientes, que são verdadeiros dutos de desvio de dinheiro.

Façam a palhaçada que quiserem, mas não nos chamem de idiotas. O Rio tem 968 favelas, em situação crítica de tráfico e violência, e as UPPS, além de ineficientes, são apenas 14. Apesar da contrariedade dos números e dos fatos, a Globo já pinta isso como o fim do tráfico no Rio de Janeiro, com reportagens estúpidas e cheias de malícias...

"Dormia a nossa pátria mãe tão distraída... sem perceber que era subtraída..."


Fome na Somália: 750 mil vão morrer. O que você acha disso?

Feisal Omar/Reuters
O vaticínio está dado: 750 mil pessoas vão morrer de fome nos próximo quatro meses na Somália. É apenas o saldo da atual situação de 4,5 milhões de somalis famintos naquele país. Estimativas da ONU apontam que para evitar a mortandade, seria necessário a astronôôôôôôômica cifra de U$$2,4 milhões. Astronômica???

Façamos alguns cálculos:

Faturamento da Microsoft em 2010: U$$16,04  BILHÕES! [ver]
Faturamento da Apple em 2010: U$$15,7 BILHÕES! [ver]
Faturamento do Google em 2010: U$$6,82  BILHÕES! [ver]

Nem para quem é ruim de números, explicações são necessárias.

Logo se ver que o grande vilão da fome na Somália não é apenas o grupo-radical-islâmico-ligado-a-al-qaeda que controla parte do país, apontado já mais que depressa pela mídia como o responsável por todos os males e miséria da fome na África. Desculpas estúpidas não são suficientes para encobrir os flagrantes desse crime hediondo.

Líbia... a questão não é tão simples assim.

AFP/Saul Loeb
Todos nós estamos acompanhando diariamente o desenrolar dos conflitos na Líbia: "Os rebeldes avançam", "os rebeldes caçam Gaddafi", "Obama pede o fim do regime"... O Jornal Nacional e seus similares nos entregam tudo tão mastigadinho, que nos tornamos cada vez mais acomodados na hora pensar. Ora, o papel da grande mídia é fabricar nossas verdades, o de quem não quer viver em eterno estado de alienação, é desconfiar de tudo que eles nos dizem.

A este respeito, tem um artigo muito legal, que nos oferece os contra-pontos ao senso comum do que vem acontecendo em território líbio. Eu sugiro a leitura, embora não esteja dizendo com isso que aquele seja o meu ponto de vista. A intenção é só desequilibrar o monopólio da informação, contrabalançar e instigar novas percepções sobre os fatos...

Abraços e boa leitura!

Strauss-Kahn e a Camareira: quanto vale a palavra de cada um?

Eu gostaria de ser enfático: Strauss-Kahn estuprou uma camareira em Nova York! Mas confesso que tenho medo das injustiças. Tudo que se tem de concreto neste caso é uma acusação, indícios reais de que houve uma relação sexual entre Kahn e a camareira, e agora, o fato de que o ex-diretor do FMI foi definitivamente 'inocentado'.

Eu diria que houve um estupro devido às circunstâncias da prisão de Strauss-Kahn. Me custa acreditar em todo aquele circo da polícia de Nova York, sem que não houvesse bons indícios da culpa. E a história do esquecimento do celular também não é coisa de ser digerida facilmente. Mas como condenar alguém, sem a convicção necessária para tanto?

Durante todo o caso a culpa de Strauss-Kahn nunca pode ser comprovada... mas estranhamente, em sua absolvição ela parece ter dado indícios de existir, tamanha a aberração de seus motivos: o caso foi arquivado pela falta de credibilidade de Nafissatou Diallo que, investigada em seu passado, descobriu-se que coisas esquisitas habitavam ali. Agora fica o dito pelo não dito. Se a vida pregressa condenou a camareira, por que absolveu Strauss-Kahn, dono de um passado não menos nebuloso no que diz respeito a suas taras sexuais?

Para refletir:

Jornalista acusa Strauss-Kahn de tentativa de violação

Outra repórter acusa Strauss-Kahn de trocar entrevista por sexo

Mãe de jornalista que acusa Strauss-Kahn admitiu ter se relacionado com ele

Famosa cafetina de Nova Yorkvetou serviços a Strauss-Kahn

Cafetina diz que ex-chefão do FMI assustava até prostituta