terça-feira, 27 de dezembro de 2016

E se o Lula comesse Nutella?


Certamente que minha intensão aqui não é livrar a cara de nenhum desses picaretas que fazem da política no Brasil um palco de horrores e, tão pouco, defender o que é indefensável. Mas vamos aos fatos, afinal, pode ser que não estejamos fazendo as coisas da maneira correta.

Depois de ver e ouvir tantos absurdos fabricados pela mídia, tanto a convencional quanto por esta nova modalidade de comunicação, que são os memes que circulam indiscriminadamente pelas redes sociais, fiquei pensando se realmente estamos fazendo política da maneira certa e não apenas, na verdade, repercutindo o que eles, os incansáveis donos do poder, querem que realmente a gente faça, ou seja, falar muito, fazer pouco e nunca pensar sobre nada.

Eu tenho uma implicância particular contra aqueles que traem os sonhos do povo. Talvez, por isso, tenha desenvolvido verdadeira repugnância ao PT, em quem tantas pessoas depositaram suas esperanças de um Brasil melhor. Mas parece que a política é feita mesmo apenas por traidores. De 2013 para cá, o país viveu um verdadeiro rebuliço e, com muita razão, apearam uma presidente do poder. Era, para com isso, impulsionar o Brasil para frente e para iniciar de uma vez por todas a limpeza do país, afim de por término, para sempre, na lástima da corrupção. Mas era tudo mentira, ao que parece. A gritaria toda, na verdade, não passava de manifestações imaturas de um povo que ainda não aprendeu a ser uma nação.

Fiquei hoje indignado ao ler que o palácio do Planalto, em plena crise econômica e de arrocho cada vez mais apertado nos trabalhadores, gastará algo em torno de 1,75 milhão apenas com alimentação a ser servida no avião presidencial. A lista de produtos a ser licitado inclui de amêndoas à açúcar de coco, todos os produtos com preços bem acima dos valores de mercado. O item mais curioso, no entanto, para mim, foi a simbólica Nutella, cujo potinho de 350 gramas será comprada pelo valor de R$39,00 cada.

É um abuso contra o povo brasileiro, não tenha dúvida, mas até agora, nada de memes endemoniados da parte dos pseudos movimentos sociais dos dias de hoje... talvez, porque, uma pasta de chocolate com amendoim seja pouca coisa demais para derrubar um presidente. Mas fico pensando... e seu Lula comesse Nutella?

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

"Todo o poder emana do... prefeito e vereadores de Paulo Afonso (Bahia)"

Vereadores de Paulo Afonso aprovaram reajuste de salários (Foto: Reprodução/TV Bahia)

A ilustração perfeita do que é a política no Brasil vem desta vez da cidade de Paulo Afonso, município do estado da Bahia, cuja câmara municipal, na última quinta-feira, 22/12, aprovou um aumento para o prefeito, secretários e para os próprios vereadores, que ultrapassaria qualquer limite do constrangimento, se ali ainda restasse um resquício mínimo de decência.

Com o novo salário, o prefeito da cidade, que tem pouco mais de 100 mil habitantes, passará a ganhar R$33 mil reais. Vice-prefeito, secretários e vereadores, que também serão agraciados com aumento salarial, passarão a ganhar R$14 mil e R$12 mil, respectivamente. Isso, diga-se de passagem, no exato momento em que se pinta com todas as cores e alardeia-se aos quatro ventos a pior crise econômica que o país vive nos últimos anos. Crise, aliás, que subsidia todo tipo de argumento para encostar ainda mais contra a parede o resto de direitos que os trabalhadores do país detém.

De quem deveria vir o exemplo, de fato vem, mas o péssimo exemplo do uso do dinheiro público para benefício próprio. O que justifica, afinal, o prefeito de um município minúsculo, de um estado que enfrenta todos os tipos de privações econômicas, ganhar mensalmente mais do que o presidente da República? Em termos educados, eu diria: falta de bom senso, mas de verdade mesmo, o que falta é vergonha, coisa que boa parte de nossos políticos perdeu há muito tempo.

Mas o fato por si só não é o suficiente para deixar explícito o cinismo dos vereadores de Paulo Afonso. Sabe qual é o lema da cidade, estampado na parede da Câmara Municipal, onde toda essa horrorosa situação foi legitimada: "Todo poder emana do povo e em seu nome será exercido". É mole?

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

"Meus direitos, meus direitos, meus direitos"... sempre "meus direitos".

O Brasil é um país onde exigir direitos é praxe, mas cumprir deveres um sacrilégio. Mesmo quando não existe direito algum a ser exigido, ainda assim, exige-se que se cumpra o tal do "meus direitos".

Aqui no Distrito Federal, além do ENEM, os estudantes do ensino médio possuem também a oportunidade de ingressar na UnB (Universidade de Brasília) por meio do Programa de Avaliação Seriada, o PAS. O Programa consiste na realização de uma prova semelhante a um vestibular ao final de cada ano letivo durante o ensino médio. Ao término dos três anos, tendo sido aprovado, o estudante ingressa na Universidade. Como em qualquer processo de seleção pública, o edital do exame prever que pessoas com dificuldades psíquicas ou limitações físicas, tenham condições especiais para realização da prova, no dia do exame.

Pois bem, eis o direito: os que comprovadamente precisam, tem direito garantido de realizar a prova em condições especiais. Todavia, eis também o dever, claro e expresso no edital da seleção: comprovar tal necessidade.

A equação é simples, três passos apenas: 1) Existe um direito a mim assegurado; 2) cumpro as exigências para garanti-lo; 3) usufruo do direito. Mas, peculiaridades do Brasil, aqui entende-se apenas o primeiro e terceiro passo, não se importando tanto com o passo dois! Tudo se resume ao mantra dos endireitados, ou seja, os empoderados de direitos: "meus direitos, meus direitos, meus direitos" e no fim, mesmo que não haja direito algum, ainda haverá alguém para clamar por "meus direitos, meus direitos, meus direitos".

Vamos aos fatos, que logo entendemos a questão.

No último dia 03/12, quando foi realizado a prova do PAS de 2016, dois alunos com necessidades especiais foram impedidos de realizar o exame. Motivo: não cumpriram todas as etapas do edital para garantir a realização da prova em condições especiais. Durante o processo de inscrição, apresentaram documentos médicos vencidos para atestar a deficiência e no dia da prova, exigiam o direito de portar aparelho auditivo e lupa, respectivamente.

Pergunto: devemos ser inclusivos ou permissivos? Inclusivo e permissivo ao mesmo tempo? Nenhum dos dois? Ou, como manda o figurino, assegurar o rigor da regra garantir a segurança do exame?

Creio que agiram legitimamente os fiscais de prova que impediram a utilização dos recursos especiais por parte do estudantes que não cumpriram o legítimo dever mas exigiam o legítimo direito, como afirmou Marilene Marques, 46, mãe do estudante impedido de usa a lupa: “Eu achei muito triste ele não poder usar uma coisa que é de direito dele”.

"Meus direitos, meus direitos, meus direitos"...

Explicações do Cespe/Cebraspe, organizador da prova, ao caderno Eu, estudante do Correio Braziliense:

Em nota, o Cespe explicou que, conforme previsto no edital, o atendimento especial deve ser requerido previamente com toda a documentação necessária e que, no caso dos dois candidatos, esses dados não estavam atualizados. De acordo com o órgão, os laudos haviam sido emitidos há mais de 10 anos, no caso de Brenda, e há mais de 20 meses no de João Victor. O edital pede laudo emitido nos últimos 12 meses. Sobre a proibição da entrada com o aparelho auditivo e com a lupa, o órgão informou que só é permitida a entrada com itens previstos no edital.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Voltaram as manifestações... mas tudo como dantes!

Foto: Agência Brasil - 04/12/2016

Parece que voltaram as manifestações. Como gostam de dizer alguns, "o gigante acordou". De quando em quando dorme esse gigante, para voltar, parece, ainda e cada vez mais sonolento. Não perceberam ainda que a luta deve ser pelo Brasil e não pelas vis e infames paixões partidárias. Enquanto assim for, lutarão eternamente por uma causa ignóbil, desperdiçando o momento propício para realizar as mudanças que o país precisa.

Convenhamos, não se pode defender um Brasil justo e livre da corrupção sem atacar todos os focos da corrupção. Não dá para acreditar em toda essa ebulição enquanto houver, entre os que "lutam", traços partidários e vícios de ideologias fracassadas, tanto de cá quanto de lá.

Saibamos separar o joio do trigo, separar o que do serve do que não serve, sem nos limitarmos a opiniões únicas, de causas imutáveis. Veja que numa condição tão eminente de catástrofe econômica em que vive o Brasil, a PEC 241 (55) é o sopro de esperanças para o início da ordem, mas não vamos confundir o milagre com o santo. Tenho uma ponta de certeza, por tudo que representa, que não é em Michel Temer que devemos creditar nossas esperanças. Não vamos cair na ilusão de que um líder de corruptos, possa salvar o Brasil da corrupção. Assim como não devemos nos deixar ludibriar pela lábia de movimentos 'esquerdoides' falidos que insistem em trilhar o caminho do retrocesso.

Atentai, brasileiros, que o Brasil vem século após século saqueado pela mesma estirpe de gente. Um elite sanguinária que demonstra nenhuma ética e pouco zelo pelo bem público, seguida por uma oposição que ao longo dos anos, consolidou-se em torno de um partido com o comportamento de um bando de abutres quando teve a melhor oportunidade de guinar esse país em direção a outros rumos.

Se é para mudar, vamos mudar de verdade. Um gigante sonolento, é muito melhor dormindo do que dando passos torpes.

domingo, 13 de dezembro de 2015

E na manifestação contra a corrupção, olha quem estava lá... Não dá, galera!


O Senador Aloysio Nunes, PSDB de São Paulo, foi vice de Aécio Neves nas últimas eleições (2014) e é um dos principais artífices pró-impeachment, porque é um anti-petista doente, para usar o jargão futebolístico, e também se diz contra a corrupção. Mas...

Aloysio Nunes está sendo investigado pelo STF sob a acusação de de ter recebido R$500 mil em propina para facilitar contratos na Petrobrás. Quer ver com seus próprios olhos? Clique abaixo e leia matéria do Estadão.

Tucano Aloysio Nunes passa a ser investigado pelo STF - O Estado de São Paulo (05/09/2015)

Façamos um trato, amigos. O nome de Aloysio Nunes tem a mancha da corrupção, então nas próxima vez que este nome aparecer em sua urna, exclua essa possibilidade. Até que ele desista ou até que sua inocência seja comprovada, se é que isso será possível. Vamos limpar o Brasil, é possível e a ferramenta está em nossas mãos. Guarde este nome: Aloysio Nunes, PSDB, suspeito de corrupção!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

E o brasileiro prestes a ser executado na Indonésia?

Condenado a pena de morte na Indonésia e prestes a ser executado neste domingo, 18/01, o brasileiro Marco Acher Cardoso Moreira, de 53 anos, foi preso quando tentava entrar no país com treze quilos de cocaína. Acher é brasileiro, mas também é traficante. Enfatizo assim porque em recente artigo, a colunista da Folha de São Paulo, Patrícia Campos, intitulou seu post: Na indonésia, brasileiro morre e terrorista vive.

Convenhamos, eu não sou a favor da pena de morte mas nem por isso tenho que me tornar desonesto ou manipulador. Não seria mais honesto ser fiel aos fatos, ou seja, "na Indonésia traficante morre e terrorista vive"? Isso não diminuiria em nada o caráter cruel do governo indonésio, mas também não esconderia a faceta daquele que optou pelo destino da própria vida, nem lhe roubaria a própria responsabilidade.

Obviamente que há uma desproporção de forças no caso. A comparação que a colunista da Folha faz é entre o crime de Acher - o transporte de míseros treze quilos de cocaína, quantidade insignificante da droga para o cenário internacional e que o coloca quase na condição de mula do tráfico - e o crime de um terrorista local, que em uma de suas ações vitimou mais de 200 pessoas. O primeiro, condenado a morte sem perdão; o segundo, teve a pena comutada para 20 anos de prisão.

Sim, o mundo precisa urgentemente de um novo ponto de vista para lidar com a questão das drogas. O rigor que o governo indonésio dá ao caso, em nada impedirá que novos traficantes continuem a transportar drogas para o país. Além do que, a visão conservadora com que algumas pessoas tratam do assunto, impedem o desenvolvimento de pesquisas realmente sérias em torno da questão, que propõem uma nova e talvez mais eficiente abordagem.

Mas o mundo não é só o governo da Indonésia, tão pouco os legisladores desde ou daquele país. O mundo é cada um de nós, inclusive, Marco Acher Cardoso Moreira.

Desde muito já dizem por aí: passarinho que come pedra...

Agora é esperar que o governo indonésio tenha clemência por Marco Acher. E que assim seja!

Se você quiser, pode assinar uma petição online, voltado para o governo da Indonésia, pedindo perdão ao brasileiro. Clique aqui.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Um passo a frente, dois atrás: Senado aprova novo Código do Processo Civil com uma aberração.

O Senado Federal aprovou ontem o texto do novo Código do Processo Civil, que é, por assim dizer, a lei que regula o funcionamento do judiciário no país no âmbito civil. Por meio deste Código, juízes de todas as esferas definem como tratar e dar andamento a seus processos. Há inegáveis avanços. Por exemplo: o novo Código acaba com algumas modalidade de recursos cuja única finalidade sempre foi estender processos anos a fio sem decisão definitiva. Além disso, ficou definido multa para a parte que entrar com recurso apenas com a clara intensão de protelar a decisão. Com isso, não será mais possível contemporizar na a justiça...

Tudo isso é louvável, mas em meio a tão boas inovações, há um retrocesso ético: o pagamento de honorários para advogados públicos quando estes ganharem causas em nome do poder público. Na prática, é assim: o advogado público recebe um salário para defender o Estado e quando fizer isso de forma bem sucedida, ganha ainda os valores da causa. Exatamente como acontece quando estes tratam de questões particulares.

Esta, agora, pode até se tornar uma prática legal, mas fica a dúvida: é moral? Num país onde setores vitais arrastam-se em precariedade, é certo que servidores já bem remunerados ganhem dois "salários"? E se os valores das causas fossem revertidos para a saúde? Educação? Segurança?

É por estas benesses que todos gostam de receber que nossos deputados e senadores acham-se no direito de aumentar seus salários para cifras exorbitantes quando bem entendem. A corrupção é uma via de mão dupla. Mama daí que eu mamo daqui!

São resquício de uma formação cultural onde impera a vontade voraz de dilapidar o bem público em proveito próprio. #ficameuprotesto #abaixooretrocesso

Saiba mais sobre a aprovação do novo texto do Código do Processo Civil

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

#ForaBolsonaro


Jair Bolsonaro já quis bater em colega, foi a uma passeata armado - em flagrante desrespeito à Constituição - e agora ameaçou uma deputada de estupro. Estamos esperando ele consumar todos os crimes que ele tem em mente? #forabolsonaro

Assine a petição online pedindo a cassação do deputado, CLIQUE AQUI!

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